Comunità di S.Egidio


 

15/01/2004


Organização católica forma profissionais saúde africanos sobre Sida

 

A Comunidade de Santo Egídio vai formar 60 médicos e enfermeiros africanos no tratamento anti- retroviral da Sida, numa acção que decorrerá ainda este mês em Moçambique, disse hoje à Agência Lusa fonte daquela organização católica italiana.

A coordenadora do programa de formação, Gabriela Bortolote, disse que o curso visa dotar "os médicos e enfermeiros africanos de técnicas e conhecimentos básicos para introdução do modelo de tratamento do HIV-SIDA com anti-retrovirais".

A iniciativa visa ainda municiar os participantes no curso de conhecimentos de tratamento e acompanhamento de pessoas infectadas com o retrovírus agente da Sida, acrescentou.

Orçado em 60 mil dólares (cerca de 47.500 euros), o curso terá a duração de uma semana e irá beneficiar profissionais de saúde de Moçambique, Tanzânia, Guiné-Bissau, Malaui, República Centro Africana, Suazilândia e África do Sul, precisou Gabriela Borotolete.

Segundo Bartolete, esta acção de formação dá seguimento a um outro curso em que participaram os mesmos médicos e enfermeiros, ministrado em meados do ano passado, na capital moçambicana.

Bortolote indicou que a iniciativa enquadra-se no âmbito das actividades desenvolvidas pela instituição religiosa, que começou a operar em Moçambique logo após a assinatura do Acordo Geral de Paz, em 1992.

Em Dezembro último, a Comunidade de Santo Egídio distribuiu anti-retrovirais por duas centenas de reclusos da cadeia de segurança máxima da Machava, arredores de Maputo, no âmbito do projecto de apoio ao combate a doença em Moçambique, orçado em cinco milhões de euros.

Com o objectivo de contribuir para a contenção do nível de propagação da Sida, a Comunidade de Santo Egídio instalou em Moçambique dois laboratórios de biologia molecular nas cidades de Maputo (sul do país) e Beira (centro), prevendo-se a montagem de uma terceira infra-estrutura similar em Nampula (norte), até finais deste ano.