Comunità di S.Egidio


 

Vertical

26/07/2005


Ainda sobre a pesada derrota que o Sida sofre

 

(Maputo) Cerca de 95% de cidadãos moçambicanos seropositivos que beneficiam de antiretrovirais tem cumprido com este tratamento, o que coloca Moçambique como um caso isolado na África-Subsahariana e melhor que alguns paises europeus e americanos, indicam dados tornados públicos no último sábado em Maputo. (ver a nossa edição de ontem- Sida sofre derrotas)

Estes números correspondem aos doentes tratados via Programa «DREAM». sigla inglesa que em Portugués significa Reforço de Recursos e Medicamentos contra a Malnutriçao e Sida", levado acabo em Moçambique, desde o ano de 2001, pela Comunidade de Sant' Egidio de Roma. filial da Igreja Catolica.

O "vt' apurou naquele encontro que cerca de 9.200 seropositivos recebem diverso tipo de assisténcia via «DREAM», 4200 dos quais são tratados com antiretrovirais e ainda alguns destes beneficiam, via mesmo programa, de suplementos alimentares por serem pobres.

Segundo palavras do Padre Matteo Zuppi, que foi um dos mediadores das conversações de Roma, capital italiana, que culminaram com a assinatura. em 1992, do Acordo Geral de Paz (AGP) para Moçambique e que pós fim a guerra civil de 16 anos, "um dos grandes problemas que muitos países enfrentam ne componente tratamento é que doentes de SIDA não tem conseguido tomar continuamente e segundo o conselho médico. "os antiretrovirais por diversas razões, entre elas a falta de recursos para suportar, por exempio, as necessidades alimentares dai resultantes, ou simplesmente porque o tratamento exige uma mudança rigorosa do modo de vida do doente.

Na opinião da fonte, "o problema levou a que muitos países, incluindo os desenvolvidos, a não acreditarem no sucesso da administração de genéricos, principalmente em África".

Por outro lado, no decorrer do encontro do último sábado, o Padre Zuppi considerou que "Moçambique foi e continua a ser exemplo na conquista e manutenção da paz, e agora já está se revelando como um laboratório importante na componente luta contra a Sida".

Conforme foi anunciado no encontro, o programa «DREAM» conta com cerca de 12 centros criados para o efeito no país e gasta por pessoa/ano 700 dólares norte-americanos pela terapia com farmacas genéricos, incluindo testes de laboratório e diverso tipo de assistência.

O Padre italiano apelou à sociedade moçambicana, via imprensa a levar a luta contra a Sida com seriedade, salientando que por exemplo, há seropositivos que graças ao tratamento voltam a ter as suas capacidades normais mas que o mesmo não acontece em relação ao emprego que perderam quando estavam a ser assolados pela doença.