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29/07/2005 |
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A COMUNIDADE de Sant'Egídio de Moçambique promoveu na passada quarta-feira, na cidade de Nampula, uma grande marcha de apelação pela manutenção e consolidação da paz no mundo. A manifestação contou com a participação de mais de cinco mil pessoas oriundas de todas as províncias moçambicanas, do Ruanda, Malawi, Costa do Marfim. Itália e El Salvador que se encontravam no país a participar no congresso nacional daquela organização religiosa. O encontro terminou ontem na capital provincial de Nampula. A marcha partiu do Pavilhão dos Desportos, local onde, durante cinco dias, decorreu o congresso tendo passado por várias artérias da cidade de Nampula desembocando no recinto da Sé Catedral onde foi destacado o objectivo da manifestação, nomeadamente de apelar sobretudo aos governantes dos países ainda em guerra sobre a necessidade da não utilização da religião para a promoção das guerras. A presença dos convidados dos países estrangeiros serviu, segundo a explicação dada pelos organizadores da marcha, para testemunharem a sua experiência e colher de Moçambique o espírito de construção e consolidação da paz como fundamento da vida civil. "O nosso sonho é que a democracia se venha desenvolver cada vez mais no mundo e, em particular, no Continente Africano. Queremos recordar que Moçambique é hoje um país onde se goza uma paz estável e duradoira. Aquela paz que é de dom de Deus e fruto de compromisso dos homens a encontrarem-se e resolveren problemas pacificamente. O nosso sonho é que as religiões não sejam utilizadas para justificar a violência ou a guerra porque o nome de Deus é um nome de paz", dizia a mensagem dos participantes na marcha lida na ocasião. Os manifestantes apelaram, igualmente, para que os cuidados sanitários se tornem acessíveis a todos os africanos e que a SIDA não seja uma condenação mas sim, uma doença que pode ser prevenida. Destacaram a necessidade de que as crianças do continente tenham acesso ao ensino e não sejam submetidas ao trabalho infantil e à escravatura. Ainda dentro da perspectiva de manutenção, consolidação da paz e boa harmonia entre os homens na terra, a Comunidade de Sant'Egídio reunida em Nampula, condenou a prática de todas as formas que considera imorais na convivência social entre os seres humanos. Entretanto, o governador da província de Nampula, Filipe Paúnde que participou na marcha, disse ser necessário que se trabalhe com seriedade e honestidade na manutenção e consolidação da paz no mundo, particularmente em Africa onde se registam ainda conflitos que estão a matar pessoas inocentes. Refira-se que a Comunidade de Sant' Egídio de Moçambique, esteve reunida desde domingo até ontem em congresso nacional na cidade de Nampula, um encontro que reuniu mais de cinco mil pessoas, na sua maioria jovens. O encontro debruçou-se sobre vários temas da vida religiosa da comunidade, com destaque para o impacto da SIDA no mundo, sobretudo no Continente Africano considerado como sendo o mais afectado pela doença. O congresso contou com a participação de D. Matteo Zuppi, um dos mediadores do Acordo de Paz em Roma que pôs fim à guerra de 16 anos no nosso país.
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