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| Expresso das ilhas |
30/11/2005 |
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Jornadas internacionais contra a pena de morte |
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Celebra-se esta quarta-feira, 30 as jornadas internacionais contra a pena de morte, este ano, sob o lema « cidades pela vida, cidades contra a pena de morte. Promovido pela comunidade de Santo Egidio (Italia), este acontecimento è tambem realizado no nosso pais, por iniciativa do Núcleo local da Comunidade de Santo Egidio: as actividades realizam-se por volta das 18 horas, no largo Diogo Gomes, no Plateau. A realização deste evento, explicou Bernardino Gonçalves, mentor do projecto em Cabo Verde, è precisamente solidarizar-se com todos quantos lutam pela abolição da pena de morte, no mundo, e alertar as pessoas para a a necessidade de dizer não a pena de morte mas sim a vida, esta dádiva de Deus, valor intangível e santo. E’ a segunda vez que estas jormadas são realizadas no nosso pais. Este ano, ganha uma major dimensão, uma vez que algumas instituções ligadas as questões dos direitos humanos associam-se as actividades. Cabo Verde è um pais pequeno, mas pode exercer influência nesta questão. Neste sentido, vai recolher-se assinaturas dos presentes, assinaturas que serão enviadas à casa mãe, em Itália, que, depois, vai encarregar-se de as fazer chegar aos países e Estados onde, ainda hoje, se aplica a pena de morte. Nesta corrente, a comunidade local quer trazer a memória quantos já foram executados, como Dominique Green, executado em Dezembro de 2004. Hoje, deverá ser aplicada a milésima execução da história da pena de morte, e será no Estado de Virginia, nos EUA. Nos primeiros Dias de Dezembro, sem data confirmada, será executado Stanley William, candodato ao prémio Nobel da Paz, e no próximo dia 7, no Texas, será executado o afro-americano Tony Ford. “A justiça do homem è parcial”, referiu-se Bernardino, numa clara alusão a pena de morte, e afirma mesmo que esta pena è extrema, e provoca uma dor psicologica, quer a vitima, quer aos familiares. E’ precisamente esta dor “inquantificavel” que a comunidade local de Santo Egidio quer ajudar a minimizar. E’ uma corrente de vida, a partir da Praia, em prol da abolição da pena de morte, no mundo. No mundo inteiro já foram recolhidos cerca de cinco milhões e meio de assinaturas, em prol da abolição da pena de morte. Hoje, e mais do que nunca, è preciso unir-se contra a pena de morte, por isso mesmo, a Comunidade de Santo Egidio faz um veemente apelo a união nesta quarta-feira.
Um movimento laico Fundada em Roma, por volta de 1968, pelo jovem Andrea Riccardi, a Comunidade de Santo Egidio è um movimento público de laicos da Igreja, integrado por cerca de 50 mil membros, que se empenham na evangelização, em mais de sete dezenas de países, em todos os continentes, e foi reconhecida logo após o Concilio Vaticano II. A oração, a comunicação do Evangelho, a solidariedade para com os pobres, o ecumenismo e o diálogo, são pontes fortes desta comunidade que confia a sua protecção a Santo Egidio. O promotor desta iniciativa começou, inicialmente, por reunir um grupo de colegas do liceu, para, juntos, meditarem o Evangelho. Mas a acção não ficou apenas na oração e meditação. O grupo começou a percorrer os arredores de Roma, visitando bairros de latas, manifestando seu apoio a crianças e adolescentes. Hoje, em todas as suas comunidades, a acção social è uma forte realidade.
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