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Assis, 05 set (RV) - A recordação dos atentados em Nova York e Washington, em 11 de setembro de 2001, foi o ponto central dos pronunciamentos desta manhã, durante as mesas-redondas do encontro internacional "Homens e religiões", que se está realizando em Assis, na região italiana da Úmbria.
No tradicional encontro inter-religioso promovido pela comunidade romana de Santo Egidio, que se concluirá esta noite, se falou também, entre outras coisas, de globalização e de diálogo com a Ásia.
Em Assis se vive, hoje, a preocupação de um cenário mundial feito de tensões muito mais complexas do que as do tempo da "guerra fria", quando João Paulo II convidou os líderes religiosos de todo o mundo, para o "Dia mundial de oração pela paz", na cidade de São Francisco.
O fundador da comunidade de Santo Egidio, Andrea Riccardi, na coletiva de imprensa realizada esta manhã, descreveu a satisfação de sua comunidade, pela realização desses encontros que, até hoje _ observou ele _ não perderam seu profundo significado.
De Assis se lança, novamente, o convite a rezar juntos, e a alimentar o diálogo com os leigos humanistas.
Durante o encontro, ficou evidente a grande preocupação pelo Oriente Médio, um conflito que levou ao diálogo, mas também a declarações duras como a do rabino-chefe de Haifa: "Religiões e compromisso religioso são a raiz e a razão dos conflitos que marcam o Oriente Médio" _ disse o rabino Cohen. Ele atacou o Islamismo fundamentalista, "fonte de inspiração para muitos guerreiros e terroristas".
Esta noite, terá lugar a conclusão do encontro, com a leitura e a assinatura do apelo de paz, por parte de todos os líderes religiosos. O próximo encontro será em Nápoles, sul da Itália, porque _ concluiu Andrea Riccardi _ o Mediterrâneo é fundamental para todas as três religiões monoteístas: Cristianismo, Judaísmo e Islamismo. (RL)
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