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Nápoles, Itália, 21/10- O Papa Bento XVI lançou hoje um apelo em Nápoles, sul da Itália, para a "luta contra todas as formas de violências", por ocasião da missa campal, na qual também denunciou a actuação na cidade da camorra, da máfia napolitana.
Bento XVI, que celebrou a missa na principal praça da cidade para milhares de fiéis, debaixo de vento e chuva, reconheceu que em Nápoles, "para muitos, a vida não é pela razão da pobreza, falta de alojamento, desemprego e ou na falta de perspectivas do futuro".
"Não se trata apenas do número lamentável de crimes da camorra, mas também do facto da violência tende a tornar-se uma mentalidade difusa insinuada na sociedade, particularmente na juventude", declarou o Papa durante a homilia.
Bento XVI pediu mais acções de prevenção na escola e no trabalho, no sentido de ajudar os jovens a ocuparem melhor o seu tempo livre.
"É preciso maior intervenção e envolvimento da todo o mundo no combate a todas as formas de violências e na transformação de mentalidades e de atitudes", afirmou. Depois da missa, o Papa encontrou-se com altos representantes de diversas religiões, reunidos por iniciativa da comunidade católica italiana de Santo Egídio, e pediu-lhes que trabalhem pela paz e a reconciliação dos povos.
Esta foi a primeira vez desde o início de seu pontificado, em Abril de 2005, que Bento XVI encontrou-se com o patriarca ecumênico ortodoxo Bartolomeu I, o arcebispo anglicano de Canterbury Rowan Williams, o grande rabino de Israel Yona Metzger e o ímã dos Emirados Árabes Unidos, Ibrahim Ezzedin.
"A Igreja católica vai prosseguir com o diálogo para favorecer o entendimento entre as distintas culturas, tradições e sabedorias religiosas", anunciou.
O Papa visitará também as relíquias de São Javier, mártir do século III, patrono da cidade, cujo sangue guardado deve ficar líquido por milagre duas vezes por ano, na primavera e nas festa do santo, em Setembro
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