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| Ultimo Segundo |
07/04/2008 |
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O papa definiu sua visita ao templo, que fica na ilha Tiberina (centro de Roma), como "uma peregrinação à memória dos mártires". Ele explicou que na basílica, onde são guardadas as relíquias de dezenas de pessoas consideradas mártires pela Igreja Católica, "se sente ressoar o eloqüente testemunho dos que, não apenas durante o século XX, mas também desde o início da Igreja Católica, ofereceram o martírio de sua vida a Cristo". O pontífice percorreu os seis altares e explicou que estes lembram os "cristãos caídos sob as violências totalitárias do comunismo e do nazismo", assim como os "assassinatos nas Américas, na Ásia, na Oceania, na África, na Espanha e no México". Na basílica de São Bartolomeu se conservam as memórias e as relíquias de indivíduos como o bispo salvadorenho Oscar Arnulfo Romero ou o cardeal mexicano Juan Jesús Posadas Ocampo. Bento XVI também afirmou que "muitos deles caíram enquanto cumpriam a missão evangelizadora da Igreja" ou "se imolaram para não abandonarem os necessitados, os pobres e seus fiéis". "A violência, os totalitarismos, a perseguição e a brutalidade cega se revelam mais fortes, aplacando a voz dos testemunhos da fé, que podem humanamente aparecer derrotados na história. Entretanto, o Jesus ressuscitado ilumina seu testemunho e nos faz compreender o sentido do martírio", declarou o líder da Igreja Católica. Foi então que o pontífice afirmou que o século XXI "também começou sob o signo do martírio". Ele acrescentou que, "como Cristo, que os cristãos se tornam alvo de perseguição quando são, verdadeiramente, o fermento, a luz e o sal da terra". "A convivência fraterna, o amor, a fé e as decisões a favor dos menores e pobres, que marcam a existência da comunidade cristã, suscitam uma violenta aversão", declarou. Bento XVI visitou São Bartolomeu para celebrar o 40º aniversário da Comunidade de Santo Egídio, associação católica conhecida por suas mediações nos conflitos e por suas campanhas contra a pena de morte, e a quem o papa João Paulo II confiou a administração deste templo. O papa atual agradeceu a esta comunidade por seu trabalho "pela atenção aos últimos e pela busca da paz". "Que o exemplo dos mártires que recordamos hoje continue guiando vossos passos, pois são os verdadeiros amigos de Deus e autênticos amigos da humanidade", declarou. A Comunidade de Santo Egídio nasceu em Roma em 1968 e, atualmente, é um movimento de natureza laica que conta com 50 mil pessoas que trabalham em mais de 70 países.
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