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7 Setembro 2015

A mensagem do papa Francisco no Encontro dla Comunidade de Sant'Egidio "A Paz é sempre possível"

 
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Ilustres representantes das Igrejas
e Comunidades cristãs e das grandes religiões do mundo,

Envio a todos as minhas saudações mais respeitosas e expresso a minha proximidade espiritual com o Encontro Internacional pela Paz, que a Comunidade de Sant'Egidio promoveu em Tirana.
Estes eventos seguem os passos traçados por São João Paulo II com o
primeiro histórico Encontro de Assis em Outubro de 1986. Desde então, desenvolveu-se uma peregrinação de homens e mulheres de diferentes religiões que, ano após ano, faz etapas em diferentes cidades do mundo. Enquanto mudam os cenários da história e os povos são chamados a lidar com transformações profundas e às vezes dramáticas, sente-se cada vez mais a necessidade de que os seguidores de diferentes religiões se encontrem, dialoguem, andem juntos e colaborem pela paz, naquele "espírito de Assis", que se refere ao luminoso testemunho de São Francisco.
Este ano optaram por fazer uma etapa em Tirana, capital de um País que se tornou símbolo da coexistência pacífica entre diferentes religiões, depois de uma longa história de sofrimento. É uma escolha com que concordo, como mostrei, com a visita que fiz a Tirana em Setembro do ano passado. Quis escolher a Albânia como primeiro entre os países europeus que devia visitar, mesmo para incentivar o caminho da coexistência pacífica após as trágicas perseguições sofridas pelos crentes albaneses no século passado. A longa lista de mártires ainda fala desse período escuro, mas também fala do poder da fé que não se deixa vencer pela arrogância do mal. Em nenhum outro país do mundo foi tão forte a decisão de excluir Deus da vida de um povo: até apenas um sinal religioso era suficiente para ser punidos com a prisão, ou até com a morte. Esta tristíssima primacia marcou profundamente o povo albanês, até que encontrou de novo a liberdade, quando os membros das diferentes comunidades religiosas, provados pelo sofrimento comum, encontraram-se  a viver juntos em paz.
Por isso, queridos amigos, estou particularmente agradecido convosco por ter escolhido a Albânia. Gostaria hoje repisar junto convosco o que dizia no ano passado em Tirana: "A convivência pacífica e fecunda entre pessoas e comunidades pertencentes a diferentes religiões é não só desejável, mas também concretamente possível e realizável. A convivência pacífica entre as várias comunidades religiosas é, efectivamente, um bem inestimável para a paz e o desenvolvimento harmonioso de um povo. Trata-se de um valor que deve ser defendido e incrementado, cada dia, através da educação para o respeito das diferenças e das identidades específicas abertas ao diálogo e à cooperação para o bem de todos, através do exercício do conhecimento e da estima de uns pelos outros. É um dom que se deve pedir, incessantemente, ao Senhor na oração". (Discurso às Autoridade, 21 de Setembro de 2014). Este é o espírito de Assis: viver juntos em paz, recordando que a paz e a coexistência têm um alicerce religioso. A oração é sempre a raiz da paz! E mesmo porque tem o seu alicerce em Deus, "a paz é sempre possível", como afirma o título do vosso encontro deste ano. É necessário reafirmar esta verdade especialmente hoje, enquanto em algumas partes do mundo parecem prevalecer as violências, as perseguições e os abusos contra a liberdade religiosa, juntamente com a resignação perante os conflitos que continuam. Nunca nos devemos resignar à guerra! E não podemos ficar indiferentes perante os que sofrem pela guerra e pela violência. É por isso que eu escolhi como tema do próximo Dia Mundial da Paz: "Vença a indiferença e conquiste a paz".
Mas a violência é também levantar muros e barreiras para bloquear aqueles que procuram um lugar de paz. É violência empurrar para trás quem foge de condições desumanas na esperança de um futuro melhor. É violência descartar crianças e idosos da sociedade e da própria vida! É violência aumentar a distância entre os que desperdiçam o supérfluo e aqueles que não têm o necessário!
Neste nosso mundo, a fé em Deus faz-nos acreditar e faz-nos gritar em voz alta que a paz é possível. É a fé que nos leva a confiar em Deus e a não nos resignarmos à obra do mal. Como crentes, somos chamados a redescobrir a vocação universal para a paz colocada no coração das nossas diferentes tradições religiosas, e de a propor de novo com coragem aos homens e às mulheres do nosso tempo. E reitero o que disse sobre isso sempre em Tirana falando aos líderes religiosos: "A religião autêntica é fonte de paz e não de violência. Ninguém pode usar o nome de Deus, para cometer violência. Matar em nome de Deus é um grande sacrilégio. Discriminar em nome de Deus é desumano" (Discurso no Encontro inter-religioso).
Queridos amigos, argumentar que a paz é sempre possível não é uma declaração ingênua, mas expressa a nossa crença de que nada é impossível para Deus. É claro, é-nos pedido um envolvimento quer pessoal quer das nossas comunidades para o grande trabalho da paz. Possa da terra da Albânia, terra de mártires, partir uma nova profecia de paz. Junto-me com todos vós para que, na variedade das tradições religiosas, possamos continuar a viver a paixão comum para o crescimento da coexistência pacífica entre todos os povos da terra.

Cidade do Vaticano, 29 de Agosto de 2015
Memória do martírio de São João Batista


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