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2 Junho 2016

Comunicado conjunto

Corredores humanitários: um projeto ecuménico para acolher e integrar

Por Ocasião da Festa da República a 2 de Junho, e perante as tragédias que continuam a acontecer no mar, as três organizações promotoras dos primeiros #CorridoiUmanitari (corredores humanitários) realizados na Europa difundem um apelo para que sejam instituídos canais permanentes de acolhimento e favorecida a integração.

 
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Na semana que passou morreram no Mar Mediterrâneo pelo menos 800 pessoas que fugiam da fome, da perseguição e da guerra e procuravam chegar à Europa. Não foram mortas pela violência do mar mas pela indiferença de quem não quer compreender que os imigrantes que chegam exaustos nas nossas costas não são aventureiros atraídos pelas maravilhas do Ocidente mas homens, mulheres e crianças em fuga de tragédias diversas e ligadas entre si: guerra, pobreza, desertificação, bombardeamentos, deportações, tortura. O rápido aumento de menores, muitas vezes não acompanhados de nenhum progenitor dá-nos a medida de uma crise que está cada vez mais dura.
Perante aquela que se está a tornar uma rotina da morte, como cristãos, combatemos aquilo que o Papa Francisco, a propósito de Lampedusa, chamou a “globalização da indiferença”.É a nossa consciência de pessoas que conheceram e confessaram o amor de Cristo que nos incita a fazer aquilo que estiver nas nossas capacidades para proteger os vulneráveis, acolher em locais seguros e acompanha-los no seu percurso de integração em novos países. E é a vocação cristã para a paz e para a justiça para com todos – Não apenas para nós! – que nos faz dizer, com as palavras do secretário geral do Conselho ecuménico das igrejas Past, Olav Fykse Tveit, que estas imigrações “têm causas profundas que nós devemos assumir e combater juntos em nome do Deus da vida, pela salvação dos imigrantes e de toda a familia humana”.
É neste espirito que nós, católicos e protestantes juntos, propusemos e temos a experiência dos  “Corredores humanitários” que, baseado num protocolo assinado com o ministério dos Negócios estrangeiros, trouxeram já para Itália cerca de 200 imigrantes em fuga do Iraq e da Siria. São pessoas vulneráveis e que precisam de protecção – refugiados, mulheres sozinhas, menores, deficientes ou doentes – aos quais garantimos um caminho seguro de acesso à europa. Fizemo-lo com os nossos recursos para não pesar no sistema de acolhimento oferecido pelas instituições italianas, e agradecemos a todos aqueles que de tantas formas e numa medida que não prevíamos tão alta, nos quiseram apoiar e acompanhar neste serviço. Este é o sinal de uma Itália generosa que compreende a gravidade da situação de quem escapa e toca à nossa porta, e que se subtrai ao coro de quem invoca impossíveis muros ou chega mesmo a pedir o fim dos socorros no mar porque podem incentivar novas chegadas.
Perante a tragédia da qual somos testemunho, os “corredores humanitários” demonstram-nos uma alternativa possível segura e sustentável, com o objectivo de proteger a vida e combater o tráfico humano no Mediterrâneo.Experimentámos também, com quem já chegou com este projecto, como é possível construir um percurso de integração no tecido da sociedade, a partir da aprendizagem da língua. Agradecemos às Instituições italianas que acreditaram nos “corredores humanitários” e consentiram a sua realização. Nestes dias carregados de dor, não podemos fazer outra coisa que não renovar o nosso empenho para que esta boa prática possa consolidar-se em Itália, estender-se a outros países europeus e tornar-se um verdadeiro e apropriado canal permanente de acolhimento reconhecido e realizado a nível comunitário. Pede-nos a nossa fé que nos exorta a nutrir quem tem fome e a dar de beber a quem tem sede; consentem as normas vigentes que regem a concessão de vistos de proteção humanitária por região, Impõe-no a tradição cultural e jurídica da Europa que nasceu e é reforçada afirmando o principio da tutela dos direitos humanos e da protecção internacional.
 
Eugenio Bernardini, Moderador da Tavola valdense
Marco Impagliazzo, Presidente da Comunidade de Sant’Egidio
Luca M. Negro, Presidente da Federação das Igrejas evangélicas na Itália


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