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7 Setembro 2014

Andrea Riccardi: a firmeza dos pacificadores em tempos de reabilitação da guerra

 
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7 de Settembro de 2014

EDITORIAL

A firmeza dos pacificadores

em tempos de reabilitação da guerra

 

O nosso não é realmente um mundo de paz. As notícias e as imagens transmitidas diariamente mostram a "terceira guerra mundial", uma guerra em pequenos pedaços ou em capítulos, de acordo com a expressão do Papa Francisco. A guerra chegou na Europa com o conflito russo-ucraniano com mais de 1.100 mortes. Na verdade, l`Europa está rodeada por "capítulos" de uma

"Guerra Mundial": aqueles que se juntaram entre eles na Síria e no Iraque com a terrível batalha do "califado". Longe mil quilômetros da Sicília, enfurece a guerra civil na Líbia, com forte interferência internacional (como no conflito sírio e do Iraque). O jornal "Avvenire" afinal, quase diariamente, está a percorrer o mapa do mundo: é suficiente para mostrar que está saturado com as guerras. Neste quadro desolador, há existe uma reabilitação da violência da guerra como instrumento para fazer valer os direitos e os interesses ou para dominar. Há "poderes" que brincam com a guerra, se calhar combatida por outros.

Mas qual guerra? Chamar a atenção para as razões religiosas está claro no conflito do califado, de forma a credenciar a idéia de uma guerra religiosa. É acima de tudo uma "guerra total" que destrói o outro (cristão, Yazida, muçulmano), se não é assimilável ao seu modelo. Nestes conflitos há um recuo claro em relação ao direito humanitário e às Convenções de Genebra para os prisioneiros de guerra, os feridos e os civis. Seria suficiente parar sobre a exibição de crueldade por parte do "califado" para fazer um impressionante terrorismo midiático. Tudo isso confirma que a nossa não é mesmo um mundo de paz.

O grande risco, é _ ceder às razões e ás paixões de guerra, vistas como realidade inevitável e ferramenta necessária. É uma falha cultural: a simplificação em frente de situações complexas (que requerem intervenções). Mas também pode ser uma falha "religiosa." É evidente no mundo muçulmano, intimidado pela agressão de minorias _ totalitárias; ou capturado pelo confronto entre sunitas e xiitas. Os muçulmanos estão a enfrentar uma das maiores crises dos últimos séculos. De outra forma, a falha pode tomar até mesmo os cristãos, que se esquecem da "experiência de humanidade" da Igreja ao longo do século XX (para o qual a guerra sempre deixa o mundo pior de como o encontrou). Foi o que aconteceu quando duvidou-se da oposição vigorosa de João Paulo II contra a guerra no Iraque. Ou quando os cristãos, reduzidos ao particular, não acreditam de poder influenciar a história com uma profecia de paz.

A onda de solidariedade e indignação cristãos e pela agressão de minorias no norte do Iraque, sentida por muitos, é agora uma determinação comum para não ceder ao mal, all`aggressiva cultura de guerra. `S precisa de uma grande iniciativa de paz, capaz de envolver as pessoas (que sentem que não têm de permanecer impotente), para incentivar os governos, por vezes, sem visão. A iniciativa de propagação da paz em muitas direções: a defesa dos perseguidos, a solidariedade, a diplomacia un`azione envolvendo todos os atores, mas também a retomada do diálogo a todos os níveis. Quero me concentrar nisso. Eu faço nell`imminenza de uma reunião entre líderes religiosos no espírito de Assis, em Antuérpia, na Bélgica, que abre hoje, promovido pela Comunidade de Sant`Egidio. Longe cent`anni da guerra européia, que se tornou religiões do mundo se perguntam sobre "O futuro é a paz."

As religiões, apesar das suas diversidades, falam de um destino comum da família humana. O diálogo entre elas, aquele com os humanistas, a atenção às situações de crise subtraem-nas das atrações fatais da cultura de conflito: O encontro faz emergir com força, como em Assis, em 1986, uma mensagem de paz. Recentemente, o Papa Francisco afirmou: "o mundo sufoca sem diálogo." Temos que de novo fazer respirar o diálogo em muitos mundos e ambientes. Então, na verdade, ressuscita a esperança de que a paz seja possível. Isto não é para sugerir idéias pacifistas, mas uma convicção adquirida por viver com os olhos abertos a história do último século. É acima de tudo o desejo de ser pacificadores num mundo que precisa disso. Sim, a firmeza dos pacificadores, não o fanatismo ou o totalitarismo daqueles que cultivam a violência e a guerra.

Andrea Riccardi


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