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A oração cada dia


 
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Ícone do Rosto do Senhor
Igreja de Santo Egídio
Roma

Memória de São Nicolau (+350). Foi bispo na Ásia Menor (actual Turquia); é venerado em todo o Oriente.


Leitura da Palavra de Deus

Aleluia aleluia, aleluia

Eis o Evangelho dos pobres,
a libertação dos prisioneiros,
a vista dos cegos,
a libertação dos oprimidos

Aleluia aleluia, aleluia

São Mateus 9,27-31

Ao sair dali, seguiram-no dois cegos, gritando: «Filho de David, tem misericórdia de nós!» Ao chegar a casa, os cegos aproximaram-se dele, e Jesus disse-lhes: «Credes que tenho poder para fazer isso?» Responderam-lhe: «Cremos, Senhor!» Então, tocou-lhes nos olhos, dizendo: «Seja-vos feito segundo a vossa fé.» E os olhos abriram-se-lhes.
Jesus advertiu-os em tom severo: «Vede lá, que ninguém o saiba.»

Mas eles, saindo, divulgaram a sua fama por toda aquela terra.

 

Aleluia aleluia, aleluia

O Filho do Homem veio para servir
quem quiser ser grande, faça-se servo de todos

Aleluia aleluia, aleluia

Jesus sai da casa do chefe da sinagoga e é seguido por dois cegos que Lhe dirigem uma simples oração: “Tem piedade de nós, Filho de David!”. É uma invocação que encontramos muitas vezes nos Evangelhos. E que a Igreja – mãe boa e atenciosa - nos faz repetir no início de cada Missa: “Senhor, tende piedade!”. Perante a grandeza do Senhor, esta é a primeira e a mais importante oração que Lhe podemos dirigir: somos pobres mendigos de amor e de salvação num mundo muitas vezes avarento e cruel. Jesus, ao entrar em casa, acolhe os dois cegos e fala com eles. A cura – é este o sentido profundo deste trecho como o de todos os que narram milagres parecidos – não é uma prática de magia e nem sequer é o fruto de rituais exotéricos. Ocorre sempre no âmbito de uma relação pessoal com Jesus: é preciso encontrar os Seus olhos, o Seu coração; é necessário ligarmo-nos confiantes a Ele. Por isso, Jesus pergunta aos dois cegos: “Credes que Eu posso fazer isso?”. É a pergunta da fé, da confiança n’Ele. Sem esta relação pessoal, directa, não há cura. Quando os dois cegos responderam afirmativamente à pergunta, Jesus tocou-lhes nos olhos e disse: “Que aconteça conforme acreditastes”. A este ponto, os olhos dos dois abrem-se. O diálogo instaurado entre Jesus e aqueles dois cegos parece sugerir que Jesus obedece àquilo que os dois cegos Lhe pedem. Isto é, o milagre não é possível sem a fé deles, sem o envolvimento deles. Há, portanto, como que uma proporcionalidade entre a fé e a cura. É esta convicção que induz o autor da Carta de Tiago a dizer: “Não recebeis, porque não pedis; e pedis, mas não recebeis porque pedis mal” (4, 2). Certamente o Senhor já sabe de antemão o que é que nós precisamos (Mt 6, 8). Mas a oração feita com fé, conquista o coração do Senhor ao nosso pedido. É um ensinamento precioso que devemos fazer nosso. Com efeito, a fé é, antes de mais, abandono ao Senhor que vem para nos salvar de toda a escravidão e para nos libertar de toda a cegueira. Entreguemos a nossa vida ao Senhor para termos a luz e seguirmos, assim, no Seu caminho. Jesus admoestou os dois cegos curados para não dizerem a ninguém o que se passara. Provavelmente queria fazer-lhes compreender que não tinha vindo para a Sua glória, mas para salvar os que precisavam de ajuda. Que abismo entre nós e os nossos hábitos! Por muito menos, glorificamo-nos e expomo-nos aos outros.


06/12/2013
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