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A oração cada dia


 
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Igreja de Santo Egídio
Roma

Homilia

Neste domingo que segue imediatamente o Natal, o anjo, sem demora, diz-nos também a nós o que disse a José: “Levanta-te, toma o Menino e sua Mãe!”. Sim! Devemos tomar imediatamente o Menino, acolhê-l’O no nosso coração, na nossa vida, nos nossos pensamentos. De resto, o Natal é isso: tomar connosco o Menino. Não é uma exortação moral, como que a querer dizer: no Natal temos de ser um pouco mais bons. Obviamente não há dúvidas que deve ser assim. Mas o Natal é ainda mais do que isso. E toca também a família. Hoje, a liturgia apresenta-nos a Sagrada Família de Nazaré. Muitas são as reflexões que a Palavra de Deus sugere no contexto da família de Nazaré. Concentrar-nos-emos apenas sobre duas. A primeira reflexão que devemos fazer é que as crianças precisam de um pai e de uma mãe, precisamente, como aconteceu com Jesus. É uma dimensão que, às vezes, é esquecida, se calhar para satisfazer desejos próprios sem ter em consideração que os pequenos precisam, justamente, de um pai e de uma mãe. Sem uma família como a de Nazaré, os pequenos nunca poderão crescer na saúde do corpo e na do coração. Também é verdade que, às vezes, só a família não é suficiente. Isso é verdade, sobretudo quando falta o amor materno e paterno. O Natal regressa para dizer a todos, a todas as famílias, para acolherem Jesus, para acolherem os filhos. O Evangelho do Natal é como o anjo que regressa e pede aos pais para tomarem com eles o Menino. É uma exortação feita também a nós. Sim! Devemos tomar connosco o Menino, acolhê-l’O no nosso coração, na nossa vida, nos nossos pensamentos. A liturgia da Igreja quer que nós, neste dia, contemplemos Maria e José com Jesus. É a família de Nazaré. O Evangelho de Mateus diz-nos que a família foi necessária também para Jesus; é verdade, também Ele precisou de uma família, como de resto, precisam todas as crianças.
Mas, ao mesmo tempo, devemos também dizer que Maria e José precisaram de Jesus. Sem Ele, esta família nem sequer se teria formado; ter-se-ia separada à nascença. Isto é, não basta o amor entre duas pessoas fechadas em si mesmas. A família requer um amor que gera, um amor que aceita o desafio dos filhos. Jesus – e com Ele, os filhos - é o verdadeiro tesouro da família de Nazaré, a razão da vida de Maria e de José. Neste sentido, os dois são exemplo para as famílias cristãs. Os pais são chamados a imitar a obediência de Maria e de José à palavra do anjo, isto é, à Palavra de Deus, para serem pais e mães segundo o Evangelho; devem ter a mesma preocupação em seguir Jesus, em não O perder e, de qualquer modo, de O procurar sempre. E os filhos, por seu lado, devem imitar o amor que Jesus tinha para com José e Maria. Como esquecer as palavras de Jesus na Cruz, quando entrega a velha Mãe ao jovem discípulo? Jesus continua a ser o centro da família e o Mestre do amor. Sem Jesus, isto é, sem o amor que não se fecha mas que é feito de dádiva, a família de Nazaré não teria nascido. José obedeceu ao anjo, tomou consigo Maria e o Menino participando, deste modo, ao grande projecto de Deus.
Tomemos connosco Jesus e saberemos viver juntos, em família e com os outros. Escutemos a Palavra do Anjo e saberemos percorrer os caminhos da vida, saberemos evitar os perigos e, de qualquer modo, encontrar o nosso Egipto, o nosso refúgio, ainda que isso nos custe sacrifícios e sofrimentos. Se olharmos para aquele Menino indefeso e tomamo-l’O connosco, saberemos – como escreve o Eclesiástico – honrar o pai e a mãe idosos e mesmo que percam o discernimento, saberemos ter compaixão deles e não os desprezaremos. O Menino de Belém ensina-nos a olhar e a amar as crianças, as nossas e as dos outros; e os pais serão cada vez mais capazes de se amarem. Quem toma consigo Jesus, aprende a amar; pelo contrário, quem toma consigo só a própria pessoa, permanece fechado no seu egocentrismo e embrutece-se. O Evangelho do Natal regressa para que nas nossas famílias residam os sentimentos de Jesus. O apóstolo Paulo recorda-nos isso: “Revesti-vos de sentimentos de compaixão, bondade, humildade, mansidão, paciência; suportai-vos uns aos outros e perdoai-vos mutuamente”. Enquanto nos aviamos para o fim deste ano e estamos para começar um outro, queremos que as nossas famílias compreendam o quanto é decisivo o amor recíproco, aquele amor que faz sair de nós mesmos e que leva a olhar para o próximo ainda antes do que para nós mesmos. Que a família de Nazaré permaneça o ícone para o qual olhar para tornar as nossas famílias mais firmes no amor e mais fortes na edificação de um mundo de justiça e de paz.


29/12/2013
Domingo da Sagrada Família


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