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A oração cada dia


 
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Igreja de Santo Egídio
Roma


Leitura da Palavra de Deus

Aleluia aleluia, aleluia

Eu sou o Bom Pastor,
minha voz as ovelhas escutam,
E serão um só rebanho e um só Pastor.

Aleluia aleluia, aleluia

Apocalipse 18,1-2.21-31; 19,1-3.9

Depois disto, vi outro anjo que descia do céu com grande autoridade. A terra foi iluminada pelo seu esplendor; e gritou com voz forte:
«Caiu, caiu Babilónia, a grande.
Tornou-se antro de demónios,
guarida de todos os espíritos imundos,
guarida de todas as aves imundas
guarida de todos os animais imundos e repelentes;

Depois, um anjo poderoso levantou uma pedra do tamanho de uma mó de moinho e lançou-a ao mar, dizendo:
«Assim, com o mesmo ímpeto,
será lançada Babilónia, a grande cidade!
E nunca mais será encontrada.

A melodia das cítaras e dos músicos,
das flautas e das trombetas
nunca mais se ouvirá dentro de ti.
Não mais se encontrará em ti
nenhum artista de qualquer arte que seja;
não mais se ouvirá em ti
o ruído da mó.

A luz da lâmpada
nunca mais brilhará dentro de ti.
E as vozes do noivo e da noiva
nunca mais se ouvirão dentro de ti.
Porque os teus comerciantes eram os magnates da terra
e com os teus feitiços ludibriaste todas as nações.»

Nela foi encontrado o sangue dos profetas e dos santos e de quantos foram mortos sobre a terra.

Depois disto, ouvi no céu algo que parecia o alarido de uma multidão imensa que dizia:
«Aleluia!
A vitória, a glória e o poder
pertencem ao nosso Deus;

porque Ele julga com verdade e com justiça,
porque Ele condenou a grande prostituta
- a que corrompia a terra com a sua devassidão e lhe pediu contas do sangue dos seus servos.»

E diziam ainda:
«Aleluia!
O fumo do incêndio da cidade subirá
pelos séculos dos séculos!»

Depois disse-me: «Escreve: Felizes os convidados para o banquete das núpcias do Cordeiro!»
E acrescentou: «Estas são palavras verdadeiras, do próprio Deus.»

 

Aleluia aleluia, aleluia

Eu vos dou um mandamento novo:
amai-vos uns aos outros!

Aleluia aleluia, aleluia

O Apocalipse, para voltar a dar esperança e confiança aos cristãos, descreve a queda de Babilónia, a superpotência mundial responsável pelas perseguições contra a Igreja. Apesar da aparente estabilidade do império romano, João sabe que tudo está nas mãos de Deus: também o império está sujeito ao poder de Deus. Qualquer império, de ontem e de hoje. E qualquer poder que não se fundamenta em Deus ou nas Suas leis, mas só na própria arrogância e no próprio interesse, assistirá à própria ruína. Aconteceu o mesmo com Roma e também, para dar um exemplo dos nossos dias, com aquelas ideologias do século passado que queriam construir humanismos afastados de Deus. João faz descrever a queda de Roma àqueles que tiraram proveito e benefício do esplendor daquela cidade e que se deixaram contaminar pelos seus vícios. São três categorias de pessoas: os reis, os mercadores e os comandantes dos navios, na prática, o poder político, económico e comercial que tinha a sua fonte, a sua alimentação e o seu mercado na grande metrópole. Os reis indicam o poder estatal que em tudo imita as infidelidades e a idolatria de Babilónia; os mercadores são aqueles que comercializam por grosso, desfrutando das frotas para o transporte das suas mercadorias, encarnando aquelas que hoje são as grandes multinacionais; os comandantes e todos aqueles que trabalham no mar representam os ministros dos numerosos "serviços públicos". A primeira lamentação (vv. 9-10) é entoada pela assembleia dos poderosos da Terra que, perante as ruínas fumegantes de Babilónia, vêm configurar-se o próprio destino. Começam com um dúplice "Ai!" e terminam com um assombro amargurado pela queda repentina: a superpotência babilónica desvaneceu-se como um castelo de papel no arco de "uma hora apenas". Mas já o salmista meditava: "Todo o homem não passa de um vazio; o homem vai e vem como sombra e labuta por um nada: amontoa, e não sabe quem vai recolher" (Sal 39, 6-7). A segunda lamentação sobre Babilónia (vv. 11-17 a) é entoada pelos gestores do sistema comercial que rodava à volta do império, como seu eixo fundamental. A longa lista de mercadorias (vv. 12-13) é formada, sobretudo, por artigos de luxo que Roma importava do império e das regiões mais remotas. A terceira e última lamentação é entoada pelos navegadores (vv. 17b-19). Também ela inicia com os dois "Ai!" e termina com a triste descoberta: "bastou uma hora para ficares arruinada!" (v. 19). Por fim, intervém uma voz de fora que se dirige aos justos e às vítimas do poder opressivo: eles assistem com alegria ao julgamento divino porque termina um pesadelo e inicia um horizonte de luz e de paz (v. 20). Condenando o mal, Deus faz justiça ao bem. Na verdade, o julgamento dos pecadores tem como revés da medalha a glória dos "santos, apóstolos e profetas", os homens e as mulheres de Deus e o triunfo da verdade, da justiça.
Um Anjo forte mostra simbolicamente o fim da Ba¬bilónia imperial, lançando uma grande mó para o mar. A cidade, provavelmente a Roma imperial, afunda-se nos vórtices do Mediterrâneo com toda a bagagem do seu pecado. Fechada nas suas idolatrias, a grande metrópole não ouviu os passos do Juiz supremo e do Anjo da morte que se tinham instalado às suas portas. Com efeito, obcecada pelo próprio orgulho, a cidade manchou-se com os crimes mais hediondos: "nela foi encontrado o sangue de profetas e santos, e de todos os que foram imolados sobre a Terra" (v. 24). A acção simbólica do Anjo recorda a que Jeremias realizou quando leu o rótulo com as acusações contra Babilónia e o atirou para o Eufrates gritando: "Assim se afundará Babilónia..." (51, 60-64). Também Jesus utilizou a imagem da pedra de moinho ao pescoço e atirada ao mar para indicar o destino dos semeadores de escândalos (Mt 18, 6). De facto, Babilónia tinha efectivamente "escandalizado", com as suas "magias", muitos povos e corrompido muitas nações: padece o mesmo destino do dragão satânico (12, 9.10.13), das duas Bestas (19, 20), do diabo (20, 10), da morte (20, 15) e de todos os que não estão inscritos no "livro da vida" de Deus (20, 15). Todos eles serão lançados para as profundezas do nada, do inferno, do silêncio. Se não se quebra o laço com o mal, corremos o risco de ficarmos presos nas suas malhas até partilharmos o mesmo destino de morte. O olhar que é lançado pela última vez sobre Babilónia revela, na verdade, um panorama de desolação extrema. A cidade que outrora fora próspera e vital, agora está sem vida. Por seis vezes, o Anjo cadencia o silêncio de morte que como um véu, recobre-a completamente: as músicas, os ruídos, as vozes alegres dissolveram-se para sempre.


24/11/2016
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