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Refugiados, Sant'egidio: "Não muros, mas corredores"

4 Abril 2016

Marco ImpagliazzoRefugeeshumanitarian corridor

No dia dos primeiros repatriamentos da Grécia, Sant'Egidio e Igrejas Evangélicas anunciam a chegada de mais 150 sírios do Líbano em Abril com os #corridoiumanitari

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Esta tarde, a convite da Associação de Imprensa Estrangeira, o Presidente da Comunidade de Sant'Egidio, Marco Impagliazzo, e o presidente da Federação das Igrejas Evangélicas na Itália, Luca Maria Negro, anunciaram a chegada de mais de 150 refugiados sírios no Líbano, graças ao projecto dos "corredores humanitários". Chegarão a Fiumicino com um voo regular, sem arriscar as suas vidas nas viagens nos barcos no Mediterrâneo, com a emissão de vistos regulares pelo Estado italiano.

O anúncio foi feito na sede da Imprensa Estrangeira, perante vários jornalistas de diários estrangeiros na Itália, mesmo no dia em que a Grécia começa o repatriamento dos refugiados, decididos pelo acordo da União Europeia com a Turquia. “Hoje - disse Impagliazzo - é um dia triste para a Europa que, desta forma derroga as suas responsabilidades em face dos princípios da hospitalidade e protecção humanitária às pessoas que fogem de conflitos e violência. O projecto dos corredores humanitários demonstra o contrário: em lugar dos muroa, dos sofrimentos injustamente infligidos a milhares de pessoas que têm direito a ser acolhidas porque em perigo, oferece-se a possibilidade de chegar à Itália em segurança para si e para todos. Trata-se de uma resposta em nome da humanidade e da eficácia, porque inaugura uma colaboração bem sucedida entre as instituições e a sociedade civil qu8e facilita a integração e também produz a poupanças para a colectividade”.

Por agora, de facto os corredores humanitários são totalmente auto-financiados. Calcula-se que para cada refugiado A Comunidade de Sant'Egidio e as igrejas Evangélica (graças também ao oito por mil Waldense) gastam uma média de 20 euros por dia, portanto, menos dos mais de 30 euros gastos pelo Estado.

O projeto funciona até agora apenas em Itália, mas o seu sucesso - destacam os promotores - está abrindo o caminho para a sua replicabilidade mesmo em outros países europeus. Já existem contactos com alguns países, como a Espanha, San Marino, Alemanha e França.

Os corredores humanitários, os primeiros na Europa, foram criados implementando alguns artigos do regulamento europeu que permitem a emissão de vistos humanitários e lançados graças a um acordo assinado com o Estado italiano (Ministérios dos Negócios Estrangeiros e do Interior. 
 

O que são os corredores humanitários

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