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Metz Yeghérn, o "Grande Mal". A 24 de Abril comemora-se o massacre dos cristãos arménios no início do século XX

24 Abril 2021

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A Igreja Arménia comemora hoje Metz Yeghérn, o "Grande Mal". É uma recordação do massacre em que mais de um milhão de arménios foram mortos durante a Primeira Guerra Mundial.


Para mais informações
24 de Abril de 1915-2015. Cem anos após a coragem da memória e de diálogo
Editorial de Andrea Riccardi por ocasião do centenário do acontecimento (Corriere della Sera, 24/4/2015)
 

Consigli di lettura

«No final de Outubro de 1915, o extermínio dos cristãos de Mardin parecia ter terminado. Contudo, cerca de uma centena de pessoas ainda viviam: eram homens velhos, mulheres velhas, enfermos. O Turco Bedreddin foi tomado pelo zelo: acabem com eles, e não deixem restar um único deles. Com estes cem sobreviventes ele fez uma caravana que, deportada para o deserto, desapareceu para sempre».

Mardin é uma das muitas cidades do Império Otomano onde, durante a Primeira Guerra Mundial, teve lugar o massacre dos arménios e dos cristãos. Uma violência que marcou profundamente essas regiões e que não cessou: passaram cem anos e a perseguição no Médio Oriente continua.
Ainda hoje, a apenas alguns quilómetros de Mardin, através da fronteira turca, na Síria e no Iraque, há combates com uma crueldade inimaginável. Mais uma vez, como então, há deportações, massacres, degolações, raptos, venda de mulheres e crianças. Muitas pessoas questionam-se: de onde vem tal ferocidade? Das profundezas de uma religião, o Islão, ou de uma história de coexistência difícil? Hoje, como ontem, está a ser consumida uma página da morte dos cristãos do Oriente.

 

Foi o primeiro genocídio do século XX. Mais de um milhão de arménios cristãos do Império Otomano foram mortos, em massacres e marchas da morte, durante a Primeira Guerra Mundial, que começou em 1915, exactamente há cem anos atrás. Retaliação por colaboração com a Rússia inimiga ou implementação de um projecto nacionalista, para o qual a nova Turquia deveria ser etnicamente e religiosamente homogénea, toda turca e toda muçulmana? Sempre negado pelo lado turco, o genocídio arménio foi esquecido durante décadas. Recentemente, novas pesquisas e investigações lançaram luz sobre um acontecimento tragicamente moderno e forneceram respostas a questões importantes: quem deu a ordem para matar? Como foi levado a cabo um massacre de proporções tão incríveis? Ágil e actualizado, o trabalho de um dos primeiros historiadores italianos a lidar com a questão arménia, este volume dirige-se em particular aos jovens e leitores que querem conhecer, compreender e recordar.