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'Fazer Paz - a diplomacia de Sant'Egidio' está a venda

Na véspera do Quinquagésimo, um livro para entender o trabalho para a paz de Sant'Egidio

As palavras do Papa Francisco na marcha Paz em todas as terras


 
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18 Novembro 2008 18:00 | Archbishopric Yard

INGRID BETANCOURT PULECIO



Ingrid Betancourt Pulecio


Witness, Colombia

Na ilha de Chipre, encruzilhada de todas as culturas e todas as religiões no decorrer dos milénios da civilização humana; onde os homens e as mulheres assistiram a muita coisa; onde permanece o último muro de divisão da Europa, que nos chama a reflectirmos e meditarmos;
em resposta ao apelo da Igreja de Chipre, e da Comunidade de Sant’Egidio cuja existência é destinada a revelar a luz do amor que existe no coração das pessoas e a construir pontes de compaixão no mundo, em busca da paz;
ao dar testemunho nesta praça simbólica, frente aos líderes espirituais, culturais e políticos do mundo, presentes hoje nesta sábia assembleia de todas as Religiões e Culturas;
em nome de todos aqueles que sofrem em todos os continentes, das vítimas do ódio e da violência entre as pessoas, de todos aqueles que pereceram devido à guerra, aos abusos de poder, ao terrorismo, à avidez e sede de possuir, em nome de todos os “desaparecidos” cuja identidade foi escondida pelo horror das fossas comuns; em nome de todas as mulheres e todos os homens, adultos e crianças, que foram torturados e abusados no corpo e na alma; em nome de todos aqueles que foram deportados, obrigado a abandonarem as suas casas, os espaços físicos e sociais, as suas raízes e culturas, as suas tradições e as memórias mais preciosas;
em nome daqueles que foram tidos como reféns, cuja vida foi levada, usada e abusada em prol da satisfação da ambição dos senhores da guerra e dos criminais;
em nome de todos aqueles os quais, neste preciso momento em que estamos a falar, gritam na dor, cujo sangue e lágrimas são engolidas pela indiferença do género humano e cujas invocações não somos capazes de ouvir;
em nome destes todos, imploro-vos para que se comunique a todas as nações da terra este apelo implorante, que brota do profundo dos nossos corações, daquele lugar onde guardamos todas as memórias, todos os sonhos, todas as aspirações, todas as certidões.
Dizei às nações “Tenham fé, não desistam!” porque nós, nós que sofremos e tudo perdemos, não perdemos a esperança. Pedimo-vos de acreditardes de que um mundo melhor é possível, de que o bem sempre vence o mal, e de que os dias vindouros serão o início do tempo do espírito, aquele tempo que estávamos esperando.
As soluções que vamos buscando e precisando não brotarão da inteligência humana, mas sim da força do amor. Os homens e as mulheres do mundo apercebem-se do vazio de uma vida dedicada ao consumo, onde o deus do universo é o “eu” de cada um.
Os valores da nossa civilização devem mudar: jamais sede de poder e avidez, mas sim serviço e dom.
A verdadeira mudança deve começar em cada um de nós. É a partir da suma das mudanças que cada um de nós é capaz de realizar que poderemos construir um mundo melhor.
Se aceitarmos de trabalhar com nós próprios, para nos tornarmos dia após dia mais humildes e capazes de compaixão, menos egoístas e mais dispostos a agirmos de forma solidária, mais tolerantes e comprometidos para a resolução dos problemas, em lugar de criar novos problemas, só assim é que seremos capazes de difundir os valores de harmonia e paz ao nosso redor e, pelo nosso exemplo, começaremos a pôr os fundamentos de uma nova civilização da paz.
Esta busca de crescimento espiritual conduzir-nos-á rumo a um mundo novo. Os guias e os líderes do nosso tempo têm que harmonizar as suas acções para lidar com esta realidade, sendo homens e mulheres novos, aptos para uma nova época.
Cada um de nós tem o poder e a liberdade de fazer o mal ou o bem. Podemos exprimir o pior ou o melhor de nós próprios. É uma escolha, e nós, vítimas do pior, bem sabemos que a linha que divide o bem do mal é tão delgada e que nenhuma lei pode impedir de escolher pelo mal, sobretudo quando a gente não se dirigir com o seu olhar para Deus.
Fazendo isto, comprometemo-nos a considerar as religiões não tanto como muros que dividem, quanto como pontes que unem. Não esqueçamos que a felicidade, à qual o mundo anseia, florescerá no momento em que nossa fé já não será utilizada a fins políticos, mas sim para transformar a política.
Nós somos os bastidores de um tempo novo, os que inauguram um novo tempo do espírito. No fundo dos nossos corações estamos certos de que este tempo é o tempo oportuno, onde os sonhos se tornem realidade. Pela fé, tudo é possível.



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