Oração da vigília

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Leitura da Palavra de Deus

Aleluia aleluia, aleluia

Todo o que vive e crê em mim
não morrerá jamais.

Aleluia aleluia, aleluia

Actos dos Apóstolos 10,44-48

Pedro estava ainda a falar, quando o Espírito Santo desceu sobre quantos ouviam a palavra. E todos os fiéis circuncisos que tinham vindo com Pedro ficaram estupefactos, ao verem que o dom do Espírito Santo fora derramado também sobre os pagãos, pois ouviam-nos falar línguas e glorificar a Deus. Pedro, então, declarou: «Poderá alguém recusar a água do baptismo aos que receberam o Espírito Santo, como nós?» E ordenou que fossem baptizados em nome de Jesus Cristo. Então eles pediram-lhe que ficasse alguns dias com eles.


 

Aleluia aleluia, aleluia

Se tu creres verás a glória de Deus
diz o Senhor.

Aleluia aleluia, aleluia

O encontro de Pedro com o centurião romano e com a sua família é o primeiro encontro entre o Evangelho e uma família pagã. E o encontro foi um novo Pentecostes, já não em Jerusalém, mas em Cesareia. Escreve Lucas: “Pedro ainda estava a falar, quando o Espírito Santo desceu sobre todos os que ouviam a Palavra”. O Espírito também desce sobre os pagãos. E os judeus-cristãos que tinham acompanhado Pedro percebem-no imediatamente: “Os fiéis de origem judaica, que tinham ido com Pedro, ficaram admirados por o dom do Espírito Santo também ser derramado sobre os pagãos”. Trata-se de uma espécie de baptismo do Espírito ainda antes do baptismo com a água. Era um novo sinal da presença de Deus na história que pedia para ser acolhido e interpretado. Pedro interpretou este sinal de Deus e conferiu a quem não era circuncidado, portanto, aos não hebreus, o baptismo. Naquela casa de Cornélio, o Evangelho começava a dar os Seus passos no caminho novo dos pagãos que chegou até nós e que pede para ser seguido ainda hoje. O Pentecostes de Cesareia é o sinal dos outros Pentecostes que se devem realizar também nos nossos dias com os homens e as mulheres de boa vontade que o Senhor coloca no nosso caminho.