Oração da vigília

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Memória do beato Oscar Arnulfo Romero, mártir, morto em 1980 no altar durante a celebração da Eucaristia. Memória do massacre das Fossas Ardeatinas, em Roma, em 1944, onde foram massacradas pelos nazistas, 335 pessoas.


Leitura da Palavra de Deus

Louvor a Vós, Ó Senhor, Rei de eterna glória

Todo o que vive e crê em mim
não morrerá jamais.

Louvor a Vós, Ó Senhor, Rei de eterna glória

São João 11,45-56

Então, muitos dos judeus que tinham vindo a casa de Maria, ao verem o que Jesus fez, creram nele. Alguns deles, porém, foram ter com os fariseus e contaram-lhes o que Jesus tinha feito. Os sumos sacerdotes e os fari- seus convocaram então o Conselho e diziam: «Que havemos nós de fazer, dado que este homem realiza muitos sinais miraculosos? Se o deixarmos assim, todos irão crer nele e virão os romanos e destruirão o nosso Lugar santo e a nossa nação.» Mas um deles, Caifás, que era Sumo Sacerdote naquele ano, disse-lhes: «Vós não entendeis nada, nem vos dais conta de que vos convém que morra um só homem pelo povo, e não pereça a nação inteira.» Ora ele não disse isto por si mesmo; mas, como era Sumo Sacerdote naquele ano, profetizou que Jesus devia morrer pela nação. E não só pela nação, mas também para congregar na unidade os filhos de Deus que estavam dispersos. Assim, a partir desse dia, resolveram dar-lhe a morte. Por isso, Jesus já não andava em público, mas retirou-se dali para uma região vizinha do deserto, para uma cidade chamada Efraim e lá ficou com os discípulos. Estava próxima a Páscoa dos judeus e muita gente do país subiu a Jerusalém antes da Páscoa para se purificar. Procuravam então Jesus e perguntavam uns aos outros no templo: «Que vos parece? Ele virá à Festa?»

 

Louvor a Vós, Ó Senhor, Rei de eterna glória

Se tu creres verás a glória de Deus
diz o Senhor.

Louvor a Vós, Ó Senhor, Rei de eterna glória

Este trecho evangélico que segue imediatamente a ressurreição de Lázaro, quer preparar-nos para a celebração da Semana Santa da Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus. Os sumos sacerdotes tinham compreendido que o milagre da ressurreição de Lázaro era um evento tão extraordinário que poderia fazer crescer de maneira indomável um movimento de adesão a Jesus. E a esse ponto, perderiam o poder que tinham. Repetia-se de maneira análoga o que já tinha acontecido no momento do nascimento de Jesus, quando Herodes tentou matar aquele Menino, temendo que lhe pudesse insidiar o trono. Também desta vez, decide-se matar Jesus. Caifás, em plena assembleia, toma a palavra e com solenidade diz: "É melhor um só homem morrer pelo povo, do que perecer a nação inteira". Ele não sabia, mas estava a interpretar o significado mais verdadeiro e mais profundo do mistério de Jesus, único Salvador do mundo. Com efeito, a morte de Jesus abateria as paredes que dividiam os povos e a história tomaria um novo curso: o da unidade entre os povos. Naquela assembleia tomou-se, portanto, a decisão solene de matar aquele Jovem Profeta. Jesus, mais uma vez, retira-Se e vai para Efraim com os Seus discípulos. E o tempo da oração e da reflexão. Era necessário crescer na comunhão, consolidar os vínculos de amizade e de fraternidade e, sobretudo para os discípulos, crescer na fé para com aquele Mestre. Jesus sabia bem quanto fosse necessário, sobretudo naquele momento, reunir e consolidar a fé deles. E provavelmente, gastou muitas energias para os educar e exortar a permanecerem firmes no caminho do amor, vencendo temores, fechos e medos. Jesus procurava esconder-Se para evitar que a multidão, que tinha aprendido a conhecê-l'O, se reunisse. Mas o desejo que muitos tinham de O ver, de Lhe falar, de O tocar era tão grande que muitos dos peregrinos chegados a Jerusalém para a Páscoa acorriam ao Templo para O ver. Este desejo das multidões de ver Jesus é uma exortação também a nós para, nestes dias, não nos distanciarmos deste Mestre que "fez bem todas as coisas".