Riccardi Andrea: na web

Riccardi Andrea: em redes sociais

Riccardi Andrea: revista de imprensa

change language
você está em: home - news newsletterlink

Support the Community

  
20 Setembro 2016 | ASSIS, ITÁLIA

Os cristãos árvores de vida que absorvem a indiferença: Papa Francisco na oração pela paz em Assis

TEXTO COMPLETO

 
versão para impressão

 "À vista de Jesus crucificado, ressoam também para nós as suas palavras: «Tenho sede!»", disse o Papa Francisco na oração ecumênica dos cristãos, antes da cerimónia de encerramento do encontro "sede de paz", organizado pela Comunidade de Sant'Egidio, a Diocese de Assis e as Famílias franciscanas. Na "sede" de Jesus - prosseguiu o Papa - "Podemos  ouvir a voz dos que sofrem, o grito escondido dos pequenos inocentes a quem é negada a luz deste mundo, a súplica instante dos pobres e dos mais necessitados de paz. Imploram paz as vítimas das guerras que poluem os povos de ódio e a terra de armas; imploram paz os nossos irmãos e irmãs que vivem sob a ameaça dos bombardeamentos ou são forçados a deixar a casa e emigrar para o desconhecido, despojados de tudo".


"Nós, também, discípulos do Crucificado - concluiu o Papa Francisco - somos chamados a ser «árvores de vida», que absorvem a poluição da indiferença e restituem ao mundo o oxigênio do amor", porque na compaixão para com "aqueles que hoje vivem como crucificados" crescerá "ainda mais a harmonia e a comunhão" entre os cristãos.

 

IO TEXTO COMPLETO DA MEDITAÇÃO DO PAPA FRANCISCO

À vista de Jesus crucificado, ressoam também para nós as suas palavras: «Tenho sede!» (Jo 19, 28). A sede é, ainda mais do que a fome, a necessidade extrema do ser humano, mas representa também a sua extrema miséria. Assim contemplamos o mistério do Deus Altíssimo, que Se tornou, por misericórdia, miserável entre os homens.

De que tem sede o Senhor? Certamente de água, elemento essencial para a vida; mas sobretudo de amor, elemento não menos essencial para se viver. Tem sede de nos dar a água viva do seu amor, mas também de receber o nosso amor. O profeta Jeremias expressou o comprazimento de Deus pelo nosso amor: «Recordo-Me da tua fidelidade no tempo da tua juventude, dos amores do tempo do teu noivado» (Jr 2, 2). Mas deu voz também ao sofrimento divino, quando o homem, ingrato, abandonou o amor, quando – parece dizer também hoje o Senhor – «Me abandonou a Mim, nascente de águas vivas, e construiu cisternas para si, cisternas rotas, que não podem reter as águas» (Jr 2, 13). É o drama do «coração árido», do amor não correspondido; um drama que se renova no Evangelho, quando, à sede de Jesus, o homem responde com vinagre, que é vinho estragado. Como profeticamente lamentou o salmista, «deram-me (…) vinagre, quando tive sede» (Sal 69/68, 22).

«O Amor não é amado»: tal era, segundo algumas crónicas, a realidade que turvava São Francisco de Assis. Por amor do Senhor que sofre, não se envergonhava de chorar e lamentar-se em voz alta (cf. Fontes Franciscanas, n. 1413). Esta mesma realidade nos deve estar a peito ao contemplarmos Deus crucificado, sedento de amor. Madre Teresa de Calcutá quis que, nas capelas de cada comunidade, estivesse escrito perto do Crucifixo: «Tenho sede». Apagar a sede de amor de Jesus na cruz, através do serviço aos mais pobres dos pobres, foi a sua resposta. Na verdade, o Senhor é saciado pelo nosso amor compassivo; é consolado quando, em nome d’Ele, nos inclinamos sobre as misérias alheias. No Juízo, chamará «benditos» aqueles que deram de beber a quem tinha sede, aqueles que ofereceram amor concreto a quem estava necessitado: «Sempre que fizestes isto a um destes meus irmãos mais pequeninos, a Mim mesmo o fizestes» (Mt 25, 40).

As palavras de Jesus interpelam-nos, pedem acolhimento no coração e resposta com a vida. Na sua exclamação «tenho sede», podemos ouvir a voz dos que sofrem, o grito escondido dos pequenos inocentes a quem é negada a luz deste mundo, a súplica instante dos pobres e dos mais necessitados de paz. Imploram paz as vítimas das guerras que poluem os povos de ódio e a terra de armas; imploram paz os nossos irmãos e irmãs que vivem sob a ameaça dos bombardeamentos ou são forçados a deixar a casa e emigrar para o desconhecido, despojados de tudo. Todos eles são irmãos e irmãs do Crucificado, pequeninos do seu Reino, membros feridos e sedentos da sua carne. Têm sede. Mas, frequentemente, é-lhes dado, como a Jesus, o vinagre amargo da rejeição. Quem os ouve? Quem se preocupa em responder-lhes? Deparam-se muitas vezes com o silêncio ensurdecedor da indiferença, o egoísmo de quem se sente incomodado, a frieza de quem apaga o seu grito de ajuda com mesma facilidade com que muda de canal na televisão.

À vista de Cristo crucificado, «poder e sabedoria de Deus» (1 Cor 1, 24), nós, cristãos, somos chamados a contemplar o mistério do Amor não amado e a derramar misericórdia sobre o mundo. Na cruz, árvore de vida, o mal foi transformado em bem; também nós, discípulos do Crucificado, somos chamados a ser «árvores de vida», que absorvem a poluição da indiferença e restituem ao mundo o oxigénio do amor. Do lado de Cristo, na cruz, saiu água, símbolo do Espírito que dá a vida (cf. Jo 19, 34); do mesmo modo saia de nós, seus fiéis, compaixão por todos os sedentos de hoje.

Como a Maria ao pé da cruz, conceda-nos o Senhor estar unidos a Ele e próximos de quem sofre. Aproximando-nos de quantos vivem hoje como crucificados e tirando a força de amar do Crucificado Ressuscitado, crescerão ainda mais a harmonia e a comunhão entre nós. «Com efeito, Ele é a nossa paz» (Ef 2, 14), Ele que veio anunciar a paz àqueles que estavam perto e aos que estavam longe (cf. Ef 2, 17). Ele nos guarde a todos no amor e nos congregue na unidade, para a qual estamos a caminho, a fim de nos tornarmos o que Ele deseja: «um só» (Jo 17, 21).


 LEIA TAMBÉM
• NOTÍCIA
12 Novembro 2016
ROMA, ITÁLIA

Jubileu dos marginalizados: Papa Francisco pede perdão aos pobres em nome de todos os cristãos

IT | ES | DE | FR | PT | HU
29 Outubro 2016

Em Assis todos juntos falamos da paz e pedimos a paz. Dissemos juntos palavras fortes para a paz,

IT | DE | FR | PT
24 Outubro 2011

O Espírito de Assis: 25 anos de Oração pela Paz

IT | EN | ES | DE | FR | PT | CA | NL | RU
24 Julho 2010

Realiza-se em Barcelona, Espanha, desde 3 até 5 de Outubro, o próximo encontro de oração pela Paz entre as Religiões Mundiais: “Famílias de povos, Famílias de Deus"

IT | EN | ES | DE | FR | PT | CA | NL
todas as notícias
• IMPRIMIR
1 Dezembro 2016
Famiglia Cristiana

Non solo aborto, nella lettera anche poveri e Bibbia

28 Novembro 2016
FarodiRoma

La preghiera per la pace da Wojtyla a Bergoglio in un libro di Paolo Fucili

26 Novembro 2016
Notizie Italia News

Commenti: La novità del primo papa della globalizzazione

25 Novembro 2016
Sette: Magazine del Corriere della Sera

Andrea Riccardi: Francesco è il primo Papa globale. Vuole una Chiesa larga, misericordiosa e attrattiva

22 Novembro 2016
L'Eco di Bergamo

«Bibbia testo prezioso, leggiamolo di più»

17 Novembro 2016
Famiglia Cristiana

Andrea Riccardi: Trump presidente, ma papa Francesco....

todos os press releases
• EVENTOS
30 Outubro 2016 | MADRI, ESPANHA

La Paz es el nombre de Dios: el Espíritu de Asís sopla también en Madrid

Todas as reuniões de oração pela paz
• PENA DE MORTE NO
24 Setembro 2015

Pope Francis calls on Congress to end the death penalty. "Every life is sacred", he said

ir para nenhuma pena de morte
• DOCUMENTOS
Comunità di Sant'Egidio

Programme of Assisi 2016 - Thirst for peace - ENGLISH

todos os documentos
• LIVROS

Uno sguardo su Cuba. L'inizio del dialogo





Francesco Mondadori

Comprendre le pape François





DDB
todos os livros

FOTOS

114 visitas

140 visitas

134 visitas

239 visitas

170 visitas
todos os meios de comunicação relacionados

Per Natale, regala il Natale! Aiutaci a preparare un vero pranzo in famiglia per i nostri amici più poveri