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5 Outubro 2016

5 de Outubro, World Teacher's day: Todos à escola... da paz!

E obrigado a todos aqueles que fazem escola, gratuitamente e voluntáriamente, às crianças de todo o mundo. O Vídeo da Escola da Paz Antwerpia

 
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Hoje em todo o mundo celebra-se a festa dos professores. Uma forma de lembrar a todos a importância da escola.

Desde o início, a Comunidade de Santo’Egídio faz a escola: as Escola da Paz são frequentadas por centenas de milhares de crianças das grandes periferias de todos os continentes. Em Roma, mas também em Buenos Aires, Kinshasa e Manila, até cidades europeias como Barcelona, Berlim ou Lisboa, onde é grande o desafio da integração.


O que é a Escola da Paz? Um lugar "onde aprender a paz e a convivência", disse Adriana Gulotta, falando durante o painel "Na Escola da Paz" durante o encontro "sede de paz" em Assis.

"A necessidade de lugares onde aprender a paz e a convivência, num mundo cada vez mais urbanizado, complexo, e muitas vezes conflituoso, é, se possível, cada vez maior. Nesse cenário, onde abundam de maus professores, sentimos a exigência de multiplicar as energias para educar as gerações mais jovens a respeitar a vida humana, a amar a paz e a rejeitar o culto da violência ".
"É um compromisso que Sant'Egídio tem vivido desde o início"
, disse Adriana Gulotta, observando que é "talvez menos conhecido do que o compromisso pela paz em muitas situações de conflito ou em diálogo inter-religioso", mas que "coincide com o próprio nascimento da Comunidade, em 1968, quando começou a fazer a escola às crianças marginalizadas de Roma". Nessa altura Sant'Egidio deixou-se interrogar pela pobreza das famílias de imigrantes do sul da Itália, que viviam nas barracas e nos bairros da Roma doas anos 60 e cujos filhos nem sequer frequentavam a escola. Agora as Escolas da Paz são um movimento educativo mundial, que se dedica a centenas de milhares de crianças na Europa, África, Ásia e América. Além do apoio educativo e afetivo, a Escola da Paz oferece aos mais pequenos a oportunidade de aprender a crescer junto com os outros, sem preconceitos e hostilidades. "O nome, Escola da Paz, assinala que o verdadeiro foco do trabalho é aprender a 'construir' paz, em muitos contextos, não só da guerra, mas em todos os lugares, especialmente onde há tensões e conflitos", recordou Adriana Gulotta.

Nos subúrbios caracterizadas por uma elevada taxa de violência, as Escolas de Paz oferecem às crianças uma alternativa ao caminho e à repetição de modelos agressivos. São locais gratuitos, onde jovens voluntários organizam para as crianças atividades de estudo e educativas, jogos, passeios e férias, com o objetivo de difundir uma cultura de abertura ao outro, à diversidade, o verdadeiro pré-requisito para viver juntos. Pode ver-se na Escola de Paz de Antuérpia e Paris, onde crianças Europeias e da novos Europeus aprendem através da amizade o valor da convivência. São eles próprios os iniciadores de um processo de integração, porque como afirmou Zygmunt Bauman na assembleia inaugural do encontro "Sede di Paz" em Assis, "a paz só pode ser alcançada se dermos aos nossos filhos as armas do diálogo, se os ensinarmos a lutar pelo encontro, pelas negociações".

Na Escola da Paz ninguém é excluído ou deixado para trás: sabem-no bem as muitas crianças ciganas que cresceram nas escolas de paz em Itália, que agora começar a frequentar a escola secundária: um verdadeiro sucesso num quadro geral, o italiano, ainda caracterizado por altas taxas de abandono escolar. Mas o desafio de garantir aos Rom um futuro através da educação estendeu-se até à Ucrânia, onde a Comunidade lançou recentemente um projeto de educação para algumas crianças ciganas entre Kiev e a região Transcarpazia.
Em dezembro de 2014, em visita a Santa Maria, o Papa Francisco encontrou algumas crianças e jovens voluntários de uma Escola de Paz. Agradecendo-lhes a sua presença, o Papa definiu a Escola da Paz como "uma semente muito importante qye derá os seus frutos no tempo devido ". E o papa Francisco, que em Buenos Aires j a tinha conhcecido a Escola da paz em Villas Miserias, acrescentou: "O que fazem em todo o mundo é muito importante porque semeiam na vida das crianças uma semente que dará frutos Devem trabalhar com esperança e paciência . É preciso paciência. Mas o vosso é um grande trabalho".

 


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