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23 Abril 2017

A homilia do Papa, os testemunhos e as intervenções na oração pelos Novos Mártires. TODOS OS TEXTOS

 
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 Nesta página estão disponíveis os textos completos da homilia do Papa Francisco, a saudação do Andrea Riccardi e vários testemunhos pronunciados durante a oração em memória dos Novos Martíres na basílica de São Bartolomeu a 22 de Abril de 2017.

A Homilia do Papa Francisco »

A saudação de Andrea Riccardi »

Testemunho de Karl A. Schneider, filho de Paul Schneider, morto a 18 de Julho de 1939 »

Testemunho  de Roselyne Hamel, sorella di padre Jacques Hamel, morto a  26 de Julho de 2016 »

Testemunho  de Francisco Guevara, amico di William Quijano, morto a  28 de Setembro de 2009 »

 

Homilia do Papa Francisco na oração com a Comunidade de Sant'Egidio
em memória dos Novos Martíres
Basílica de São Bartolomeu na Ilha, 22 de Abril de 2017

Viemos peregrinos a esta basílica de São Bartolomeu na Ilha Tiberina, onde a antiga história do martírio se une à memória dos novos mártires, dos muitos cristãos mortos pelas ideologias loucas do século passado — e também de hoje — e assassinados unicamente por serem discípulos de Jesus.

A recordação destas heroicas testemunhas antigas e recentes confirmam-nos na certeza de que a Igreja só é Igreja se for Igreja de mártires. E os mártires são aqueles que, como nos recordou o Livro do Apocalipse, «vêm da grande tribulação, e lavaram as suas vestes e as branquearam no sangue do Cordeiro» (7, 17). Eles receberam a graça de confessar Jesus até ao fim, até à morte. Eles sofrem, eles dão a vida e nós recebemos a bênção de Deus pelo seu testemunho. E há também tantos mártires escondidos, aqueles homens e mulheres fiéis à força mansa do amor, à voz do Espírito Santo, que na vida de cada dia procuram ajudar os irmãos e amar Deus sem hesitações.

Se considerarmos bem, a causa de cada perseguição é o ódio: o ódio do príncipe deste mundo em relação a quantos foram salvos e remidos por Jesus com a sua morte e a sua ressurreição. No trecho do Evangelho que escutámos (cf. Jo 15, 12-19) Jesus usa uma palavra forte e assustadora: a palavra «ódio». Ele, que é o mestre do amor, ao qual agradava tanto falar de amor, fala de ódio. Mas Ele queria chamar sempre as coisas com o próprio nome. E diz-nos: «Não tenhais medo! O mundo odiar-vos-á; mas sabei que antes de vós odiaram a mim».

Jesus escolheu-nos e resgatou-nos, por um dom gratuito do seu amor. Com a sua morte e ressurreição resgatou-nos do poder do mundo, do poder do diabo, do poder do príncipe deste mundo. E a origem do ódio é esta: dado que nós somos salvos por Jesus e o príncipe do mundo não quer isto, ele odeia-nos e suscita a perseguição, que desde o tempo de Jesus e da Igreja nascente continua até aos nossos dias. Quantas comunidades cristãs são hoje objeto de perseguição! Porquê? Por causa do ódio do espírito do mundo.

Quantas vezes, em momentos difíceis da história, se ouviu dizer: «Hoje a pátria precisa de heróis». O mártir pode ser considerado um herói, mas o aspeto fundamental do mártir é ter sido «agraciado»: é a graça de Deus, não a coragem, que nos faz mártires. Hoje, do mesmo modo podemos perguntar: «Do que tem necessidade hoje a Igreja?». De mártires, de testemunhas, ou seja, dos santos de todos os dias. Porque a Igreja levou por diante os santos. Os santos: sem eles, a Igreja não pode ir em frente. A Igreja precisa dos santos de todos os dias, com uma vida normal, levada em frente com coerência; mas também daqueles que têm a coragem de aceitar a graça de serem testemunhas até ao fim, até à morte. Todos estes são o sangue vivo da Igreja. São as testemunhas que levam por diante a Igreja; aqueles que confirmam que Jesus ressuscitou, que Jesus está vivo, e confirmam-no com a coerência de vida e com a força do Espírito Santo que receberam em dom.

Hoje, gostaria de acrescentar mais um ícone a esta igreja. Uma mulher. Não conheço o seu nome. Mas ela olha para nós do céu. Eu estava em Lesbos, saudava os refugiados e encontrei um homem de 30 anos, com três crianças. Olhou para mim e disse-me: «Padre, eu sou muçulmano. A minha esposa era cristã. Vieram à nossa cidade os terroristas, olharam para nós, perguntaram qual é a nossa religião, viram-na a ela com a cruz e disseram-lhe que a lançasse ao chão. Ela não o fez e degolaram-na diante de mim. Não sei se aquele homem ainda está em Lesbos ou se conseguiu ir para outro lugar. Não sei se foi capaz de sair daquele campo de concentração, porque os campos de refugiados — muitos — são de concentração, devido à grande multidão que neles está concentrada. E os povos generosos que os acolhem devem levar em frente também este peso, porque parece que os acordos internacionais são mais importantes do que os direitos humanos. Mas este homem não sentia rancor. Refugiava-se no amor da esposa, agraciado pelo martírio.

Recordar estas testemunhas da fé e rezar neste lugar é um grande dom. É um dom para a Comunidade de Santo Egídio, para a Igreja em Roma, para todas as comunidades cristãs desta cidade e para tantos peregrinos. A herança viva dos mártires dá-nos hoje paz e unidade. Eles ensinam-nos que, com a força do amor, com a mansidão, se pode lutar contra a prepotência, a violência, a guerra e pode-se realizar com paciência a paz. E então rezemos assim: Ó Senhor, faz de nós testemunhas dignas do Evangelho e do teu amor; infunde a tua misericórdia sobre a humanidade; renova a tua Igreja, protege os cristãos perseguidos, concede a paz ao mundo inteiro. A ti, Senhor, a glória; e a nós, Senhor, a vergonha (cf. Dn 9,7). 

Após a visita, deixando a Basílica o Papa Francisco pronunciou as seguintes palavras:
 
Agradeço-vos a presença e a oração nesta igreja dos mártires. Pensemos na crueldade, a crueldade que hoje enfurece contra tanta gente; a exploração das pessoas... As pessoas que chegam em barcas e depois permanecem ali, nos países generosos como a Itália e a Grécia que os recebem, mas depois os tratados internacionais não deixam... Se na Itália se acolhessem dois, dois migrantes por município, haveria lugar para todos. Que esta generosidade do sul, de Lampedusa, da Sicília, de Lesbos, contagie um pouco o norte. É verdade: nós somos uma civilização que não tem filhos, mas também fechamos a porta aos migrantes. Isto chama-se suicídio. Oremos!

Fonte www.vatican.va
 
 

Saluto di Andrea Riccardi in occasione della preghiera con Papa Francesco
em memória dos Novos Martíres
Basílica de São Bartolomeu na Ilha, 22 de Abril de 2017

Santo Padre,

obrigado por vir peregrino ao santuário dos novos mártires. O encontro com vossa santidade sempre nos traz de volta ao Evangelho e aos pobres. Lembro-me que, em Santa Maria in Trastevere, falou de três "P": prece, pobres, paz. Hoje, por coincidência significativa, é o quarto aniversário do sequestro dos bispos de Aleppo, Boulos Yazigi e Gregorios Ibrahim, que orou nesta igreja. Para eles, pedimos sempre a libertação, juntamente com a de padre Paolo Dall'Oglio.

Hoje, ajudai-nos a nos sintonizarmos com a mensagem deste lugar: santo, porque preserva as memórias de mártires, católicos, ortodoxos, anglicanos e evangélicos que já estão unidos no sangue derramado por Jesus. São João Paulo II, no ano 2000, quis este santuário para não esquecer. Ele teve razão, porque se tornou um lugar de memória e de peregrinação para muitas igrejas diferentes.

Devo dizer-lhe com toda a franqueza que, perante os novos mártires, há um pouco de vergonha em nós: são nossos contemporâneos, às vezes até amigos e comensais. Como Christian de Chergé, morto em 1996, quando - com os seus irmãos -  permaneceu na Argélia para viver com os muçulmanos. Como Shahbaz Bhatti ... Fomos amigos deles, mas não nos libertámos da vontade tenaz de nos salvar. Não se pode ficar centrados no amor pela própria vida, num mundo no qual a guerra é a mãe de dores e pobreza, no qual se brinca com as armas, onde os cristãos são mortos. É preciso aprender a linguagem das testemunhas do Evangelho, que não se salvaram a si mesmas. Afirmava um escritor judeu: "Quem fala a língua dos mártires ... também ergue uma parede contra o mal, e passa a tocha da fé para as gerações vindouras".

Os mártires recordam que os cristãos não são vencedores pelo poder, armas, dinheiro, aprovação. Eles não são heróis, mas pessoas habitadas por uma única força: a humilde da fé e do amor. Não roubam a vida, mas a doam, como Jesus, que não salvou a si mesmo, não fugiu de Jerusalém, apesar da ameaça. A gratuidade é o sentido da vida e da morte dos mártires. Desta forma, os mártires chamam a uma Igreja pobre, humilde e humana. João Crisóstomo escreve: os cristãos alcançam a vitória, aceitando de ser mortos.

Precisamos, neste tempo, da vitória: não da vitória de uma ou outra parte, mas da paz e da humanidade. Demasiadas pessoas tiram a vida dos outros com o terrorismo, a exploração, o abandono. Demasiados êxodos da dor, tais como refugiados e migrantes. Mas não estamos condenados a ficar espectadores assustados dessa cena dolorosa. Os pobres e os mártires ajudam-nos a ter esperança. Eles mostram que, pela fé, a ajuda de Deus, a palavra, o amor, o encontro, é possível mudar o mundo.

Obrigado, Santo Padre, por estar aqui connosco: perante este grande afresco das Bem-aventuranças que são os mártires. Pedimos a eles que intercedam por Vossa santidade. Sentimos, de alguma forma, que a nossa oração hoje acompanha e prepara a vossa próxima viagem para o Egipto, terra de mártires e diálogo.


Testemunho de Karl A. Schneider, filho de Paul Schneider,
pastor da Igreja Reformada morto no campo de Buchenwald a 18 de Julho de 1939
Basílica de São Bartolomeu na Ilha, 22 de Abril de 2017


Santo Padre,

querida Comunidade de Sant'Egidio,

cara comunidade cristã,

Quero agradecer com todo o coração pela grande honra que estão a dar ao meu pai hoje, Paul Schneider, e pelo facto que eu e minha filha possamos estar aqui. Meu pai foi assassinado em 1939 no campo de concentração de Buchenwald, porque para ele os objectivos do nacional-socialismo eram inconciliáveis com as palavras da Bíblia. A Igreja tem a tarefa de vigiar sobre o estado. Com esta convicção o meu pai se opôs fortemente a qualquer tentativa de influenciar politicamente a Igreja. Comprometeu-se para que o povo

alemão mantivesse uma orientação cristã no Estado e na sociedade.

Todos nós, também hoje, fazemos demasiados compromissos, mas o meu pai permaneceu  fiel somente ao Senhor e à fé. Ele foi um pastor e um guia espiritual. Mesmo no campo de concentração! Até o fim, cada

vez que podia, apesar das torturas e do sofrimento,  gritou com coragem da abertura da sua cela no bunker, as palavras de consolo e esperança da Bíblia para os outros prisioneiros. Por isso é também chamado o "Pregador de Buchenwald". E não se esqueceu de nós, a sua família. Numa carta do campo de concentração, guardada nesta igreja, meu pai afirma fortemente a sua fé na vitória pascal da vida e escreve de saber que mesmo minha mãe, eu e meus irmãos e minhas irmãs estamos sob a proteção de Deus. As palavras de minha mãe, mesmo quando ela era muito idosa, foram:

"Ele foi escolhido para anunciar o Evangelho e esta é minha

consolação". Eu, como filho, sinto esta consolação até hoje.

 

Testemunho de Roselyne, irmã de padre Jacques Hamel,
morto em Rouen, a 26 de Julho de 2016
Basílica de São Bartolomeu na Ilha, 22 de Abril de 2017


Santo Padre,

no último 26 de Julho, meu irmão, Jacques Hamel, foi assassinado no fim da missa que estava a celebrar em Sant'Etienne de Rouvray, em Normandia. Jacques tinha 85 anos, quando dois jovens, radicalizado por um discurso de ódio, pensaram de realizar um ato heróico através da violência assassina. Com a sua idade, Jacques era frágil, mas era também forte.

Forte com a sua fé em Cristo, forte com o seu amor pelo Evangelho e pelas pessoas, qualquer pessoa e - tenho certeza - mesmo pelos seus assassinos. como Vossa Santidade disse na sua homilia em memória de Jacques, naquele momento difícil não perdeu a clareza quando do altar acusou o verdadeiro autor da perseguição: "vai embora satanás". De facto, "matar em nome de Deus é sempre satânico". A sua morte é em acordo com a sua vida de sacerdote, que era uma vida doada: uma vida oferecida ao Senhor, quando ele disse "sim" no momento da sua ordenação, uma vida a serviço do Evangelho, uma vida doada para a Igreja e para o povo, especialmente para os mais pobres, que sempre serviu nas periferias de Rouen. Há uma paradoxo: ele que nunca quis estar no centro, entregou um testemunho ao mundo inteiro, cuja largura ainda não conseguimos medir. Nós temo-la vivida na reacção de todos os cristãos que ainda não têm pregado a vingança ou o ódio, mas o amor e o perdão; nós vimo-la na solidariedade dos muçulmanos que quiserarm visitar as assembleias dominicais depois da sua morte; nós vimo-la na França, que mostrou a sua unidade em volta da ternura para com este padre. Para nós, a sua família, permanecem certamente a dor e o vazio.

Mas é de grande conforto ver quantos novos encontros, tamanha solidariedade e tamanho amor que foram gerados pelo testemunho de Jacques. Como ele escreveu: "A nossa vocação é a de participar da construção de uma nova fraternidade, num novo contexto mundial". Pois sim, Jacques, meu irmão, com a sua vida quis viver como irmão com todos aqueles que lhes foram confiados; com a sua morte se tornou um irmão universal. Em Setembro passado, acompanhámos o breviário de Jacques, que desde então, está guardado nesta Basílica, e estamos profundamente gratos, pela memória das testemunhas da fé aqui guardada e pela solidariedade. Que o sacrifício de Jacques possa frutificar, para que os homens e as mulheres do nosso tempo possam encontrar o caminho para viverem juntos em paz.

 

Testemunho de Francisco Guevara, amigo de William Quijano,
morto em El Salvador na noite de 28 de Setembro de 2009
Basílica de São Bartolomeu na Ilha, 22 de Abril de 2017


Santo Padre,

meu nome é Francisco Guevara e sou de El Salvador, na América Central. É certo: o amor e a amizade ampliam o coração; também William, amigo fraterno, tinha o coração dilatado pela esperança e esta era a sua força: ele amava a vida e de forma amigável atraiu muitos jovens e crianças na "Escola da Paz". Ele foi morto em 28 de Setembro de 2009. Qual foi a sua culpa? Sonhar um mundo de paz. William nunca desistiu de ensinar a paz, ou melhor, o seu compromisso quebrou a cadeia da violência; Ele dizia: "o mundo está cheio de violência, por isso devemos trabalhar pela paz a partir das crianças. Devemos ter a coragem de sermos professores, porque um país que não tem escolas nem professores é um país sem futuro e sem esperança. As Escolas da Paz são santuários que põem uma barreira à violência e à pobreza. A segurança não se alcança apenas com a firmeza, mas com o amor". Ele falava com todos do seu sonho: "temos a alma, a inteligência e a força para começarmos a trabalhar. E a oração sustentar-nos-á".

Maravilhava o facto de que William nunca falou de repressão, ou vingança contra as maras (Assim são chamadas as gangues em El Salvador), mas ele insistiu na necessidade de uma mudança de mentalidade. Em todos. Nas crianças, por primeiras, e ele tentou dar a elas o carinho para demostrar que, com o estudo podiam progredir, ter um futuro. Mas também nos jovens, nos adultos. Ele próprio se tinha imposto esta mudança. Podia ser um dos muitos que afirmavam: "Não, aqui não é possível fazer nada". Mas em vez disso, entrou tão profundamente no sonho da Comunidade, no sonho de uma nova humanidade, que queria vivê-lo ao máximo. As crianças podiam e tinham que mudar, os jovens podiam e deviam mudar.

O que atingiu William, mesmo que tragicamente, leva a acreditar que se pode construir uma América Latina diferente, livre do pesadelo das maras. Na periferia existencial, William testemunhou a sua esperança num mundo diferente, baseando-se no Evangelho e nos valores humanos, na centralidade da proximidade. Este é o grande dom da vida da pequena vida de William Alfredo Quijano Zetino, meu amigo.


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